Trabalhou fora do Brasil? como não perder anos de esforço
Patrícia Steffanello | Assessoria de Comunicação
Imagem: Gerada por IA | Gemini
Se você morou e trabalhou em países como Portugal, Espanha, EUA ou Japão, você pode ter um tesouro escondido. O Brasil possui Acordos Internacionais de Previdência que servem como uma "ponte" entre os países.
A Regra da soma (Totalização)
Imagine que você trabalhou 10 anos na Itália e 25 anos no Brasil. Sozinho, nenhum dos dois períodos daria direito a uma aposentadoria completa por tempo. Com o acordo, o INSS "pede emprestado" os 10 anos da Itália para completar os 35 anos necessários aqui.
O Recebimento é proporcional
Muita gente se engana achando que o INSS vai pagar um salário altíssimo baseado no que ganhava em Euros ou Dólares. Não é assim.
· O Brasil vai calcular sua aposentadoria e pagar apenas a parte proporcional aos 25 anos trabalhados aqui.
· A Itália vai calcular a parte dela e pagar os 10 anos trabalhados lá (diretamente na sua conta, muitas vezes em moeda estrangeira).
O perigo de países sem acordo
Se você trabalhou em um país que não tem acordo com o Brasil, aquele tempo é, para fins de INSS, inexistente. Nesses casos, a única solução seria ter continuado a pagar o INSS do Brasil como "Brasileiro Residente no Exterior" enquanto estava fora.
Muitos brasileiros perdem dinheiro ou se aposentam mais tarde do que deveriam por não saberem documentar corretamente o tempo trabalhado no exterior. Se você tem períodos fora do país, o primeiro passo é organizar a documentação estrangeira agora, antes mesmo de completar a idade, para evitar que o INSS negue o seu direito no futuro.





